sábado, 2 de julho de 2011

FACHADA DA CLINICA

 FACHADA DA CLINICA
 PSICODRAMA -TEATRO DE  BONECOS

 BONECO SENDO PRODUZIDO COM MASSA PREPARADA PELO PACIENTE







sexta-feira, 10 de junho de 2011

TRABALHANDO COM MANDALAS - TECNICA MILENAR


NAS  FORMAS GEOMÉTRICAS QUE A MAIORIA DAS VEZES CRIAM AS VIBRAÇÕES NUMÉRICAS, ENCONTRAMOS SEMPRE UM SIMBOLISMO, À MEDIDA QUE A OBSERVAMOS. SE UMA SIMPLES OBSERVAÇÃO É IMPORTANTE, IMAGINE A CONFECÇÃO OU A PINTURA DE UMA MANDALA...

O exercício de pintar uma mandala é uma forma de meditação. Aonde quer que essa meditação o leve, seja o que for que tenha vivenciado, o que encontrar, só pode ser você mesmo e as suas criações.

todas as experiências, pensamentos, ideias, sonhos e imagens interiores serão sempre o reflexo de nós mesmo. Ao repetir esses exercícios, muitas vezes, com o tempo o  seu interesse pelas próprias divagações também diminuirá e você penetrará cada vez mais no centro (no seu e no da mandala).

Ao nos ocuparmos pintando uma mandala, sua estrutura perfeita produzirá também efeitos semelhantes a nossa estrutura. E, foi exatamente isso que aconteceu com a paciente Maria Clara com a idade de 48 anos de idade veio a ter uma crise depressiva acompanhada de vários distúrbios. Já não tinha mais vontade de fazer nada. Sua vida parecia vegetativa. Não saia mais de casa. Mal falava e não tinha atitude nenhuma. Seu  corpo quase não apresentava movimentos. Não conseguia dormir. Gritava bastante. Começava a ter medo de aglomerações. A primeira vista, seus movimentos assemelhavam-se a de um robor no sentido que só fazia algo se a mãe a comandasse.

Na clínica psicopedagógica fomos trabalhar a socialização, o processo de re-aprendizagem, o que poderíamos chamar de aprender a aprender. Fizemos exercícios de respiração, relaxamento e mandalas. Associamos a música e a arte nesse processo. Dentro de quinze dias a Maria Clara já dava sinais de mudanças comportamental. Já conversava, sorria e até mesmo saia de casa. Tanto ela fazia mandala na clínica como também na sua casa.

Percebendo que o problema extendia também a sua mãe pela questão do poder, da dominancia, convidamos a fazer terapia juntamente com a filha. Isso fez com que a paciente melhorasse cada vez mais seu estado, pois com o psicodrama invertíamos os papeis. A mãe pegava uma boneca representando a filha, enquanto a filha utilizava uma outra boneca passando-se pela mãe. Daí, com os papéis invertidos começaram-se a compreender as atitudes da outra. A mãe começou a enchergar melhor a filha na sua individualidade.

São vários recursos usados nesse processo, porém a mandala supera-se pela sua praticidade e resultados surpreendentes. A pessoa que trabalha com mandalas, sozinha ou com ajuda de um terapeuta, beneficia-se de várias formas: prevenindo o estresse; preservando e organizando a saúde psíquica; aumentando a capacidade de atenção e concentração; aumentando a capacidade de receptividade; aumentando a harmonia, a calma e a paz interior; aumentando a criatividade; ampliando a consciência; desenvolvendo o Eu superior e encontrando um caminho espiritual.

Enquanto pinta a mandala tende responder mentalmente às perguntas vivenciando o seguinte: olhe dentro de si mesmo e veja se a sua tendência é permanecer dentro da estrutura e dos limites dados ou ultrapassar as linhas do modelo; prefere começar pelo centro ou pelas bordas, ou outro ponto qualquer; tem paciência para pintar ou quer fazer tudo apressadamente; quais as cores que mais gosta de usar; gosta da sua obra ou está descontente com ela; reconhece-se nela; tem vontade de fazer outra, ou acha que já fez demais; o que sentiu ao pintá-la?



Você notará que a cada novo trabalho, suas dúvidas irão se dissipando. Depois de alguns exercícios como esse, você éstará apto a desenhar sua própria mandala e perceber mudanças internas.

terça-feira, 24 de maio de 2011

OS CONSTRUTORES DA PAZ - CAMINHOS DA PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA





A escola que faz um trabalho de conscientização com seus jovens, do que vem a ser a violência, suas diversas formas e conseqüências, está colaborando para uma sociedade futuramente mais ajustada?

Sem dúvida, está fazendo sua parte. Mas considero importante não só o diagnóstico da violência mas, sobretudo, os caminhos de construção da paz, na visão holística (paz interior, com os outros, com o meio ambiente). Ampliar, por exemplo, os recursos de comunicação, para resolver conflitos e impasses de modo não- violento ( os "acordos de convívio") é o núcleo básico dos programas de educação para a paz; o desenvolvimento dos valores fundamentais (solidariedade, respeito, consideração) na prática do dia a dia é outro vetor básico para ações de busca de maior justiça social, entre outras coisas.

O trabalho de educação em Direitos Humanos também contribuí para a diminuição da violência?

Também. A formação de uma cultura de paz, depois de tantos séculos de cultura de guerra depende da decisão de cada um de nós de agirmos como construtor da paz no cotidiano, baseado nos princípios da democracia, da justiça social, da solidariedade. A educação em Direitos Humanos precisa estar acoplada ao incentivo de participação em projetos sociais. Cresce, no Brasil, o movimento do trabalho voluntário; o protagonismo juvenil é uma tendência que também começa a crescer e dá, na prática, a dimensão de que a transformação da sociedade depende de todos nós.

Como ficam estes jovens mais conscientizados ao se depararem com leis governamentais obsoletas e ineficazes, com a falta de estrutura social, com a impunidade e corrupção vigente em nosso país, com uma mídia inescrupulosa?

Embora eu reconheça que ainda temos problemas gigantescos, que deixam muitos jovens desiludidos e descrentes, tenho uma visão otimista porque vejo, ao participar de algumas ONGs que desenvolvem projetos sociais e conhecer uma infinidade de outros trabalhos, que o Brasil está mudando "pela base", num verdadeiro "trabalho de formiga" de parcerias entre ONGs e algumas prefeituras, em mutirões comunitários, etc. Há inúmeros projetos bem sucedidos de melhoria de qualidade de saúde e educação em pequenos municípios pelo Brasil. A mídia aborda parte desses trabalhos, mas precisa mostrá-los com mais ênfase, para que sejam multiplicados em larga escala e, daí, partir para uma pressão eficaz nas esferas mais altas do poder, exigindo que cumpram seus deveres, que administrem com transparência e eficiência.

Nos consultórios observamos que os dois segmentos de família: a família autoritária, com suas regras e sanções rígidas e repressivas, e a família permissiva, onde a liberdade é sinônimo de falta de limites são as que geram crianças e adolescentes com mais problemas de aprendizagem, são elas também que geram crianças e adolescentes mais violentos?

De formas diferentes. A família autoritária, com atitudes de abuso de poder e uso de violência (física ou verbal) estimula, em algumas crianças, a internalização deste modelo; passam, portanto, a encarar como normal o caminho da violência para resolver conflitos e o padrão de dominação/submissão nas relações familiares como aceitável. Vários estudos mostram que boa parte dos adultos violentos foram crianças violentadas. Por outro lado, considero devastadora a influência da família permissiva na conduta violenta: quando os limites devidos não são colocados, é grande o risco de falhas no desenvolvimento do controle da impulsividade: a criança e o jovem continuam vivendo centrados em seus próprios desejos: a tolerância à frustração, a noção de empatia, solidariedade e respeito pelos outros ficam subdesenvolvidas. Tudo isto é agravado pela "cultura da impunidade" que, dentro do próprio lar, espelha a cultura da impunidade que existe na sociedade.

Quando detectada a violência doméstica, a escola tem por obrigação denunciar, mas quando o psicólogo ou psicopedagogo detecta no consultório este grande problema, esbarra com a ética do sigilo. O que você pensa a respeito disso?

O ECA é muito claro a este respeito: mesmo em consultório, temos o dever de notificar para que sejam buscados os recursos devidos para a proteção da criança e do jovem.

Para Gandhi "a pobreza é a pior forma de violência" e para  V.  qual a pior forma de violência na nossa realidade?

A miséria, a insuficiência do Estado para prover um nível digno de educação, saúde e segurança para todos os segmentos da população e a cultura da impunidade.